Rodando o Windows 3.11 no DOSBox

Fala, pessoal! Recentemente divulguei aqui no blog e em meu perfil no Facebook um interessante emulador do Windows 3.11 para navegadores. Ele é bom, por exemplo, para matar rapidamente a saudade de jogos nativos como Minesweeper (Campo Minado) e Solitaire (Paciência). Mas se você pretende ir além em termos de nostalgia (e pretende ficar na seara da emulação), existe uma solução bem mais atraente.

Ainda na mesma vibe nostálgica de Windows 3.11 — e se você pretende, assim como eu, montar um verdadeiro acervo de programas e jogos nativos do sistema —, recomendo este pack “ready-to-use” de Windows 3.X para o DOSBox. Basta baixá-lo e descompactá-lo na raiz do seu DOSBox. Depois, é só digitar “windows” e um abraço. Não requer instalação, nem nada do tipo, mas tem alguns detalhes importantes que você deve observar para uma emulação mais fluída (leia abaixo — e estou supondo que você já use o DOSBox).

Eu já mantinha em minha máquina uma pasta do DOSBox com diversos jogos de MS-DOS. O que fiz foi criar uma subpasta “Games” dentro da pasta “Windows” e ir descompactando nela jogos free e shareware nativos do Windows 3.x baixados dessa excelente coletânea do Internet Archive. Sim, aqueles jogos criados exclusivamente para o sistema operacional, como Chomp, Bang! Bang!, Pipe Dream, Klotski, Monopoly, Rattler Race, Hyperoid, Hextris, Reversi, Roulette, TetraVex e muitos outros. São mais de mil jogos de Windows nessa coletânea (é preciso ter uma conta no Internet Archive para baixar os arquivos).

Rodando o Windows 3.11 no DOSBox | MARIO CAVALCANTI

Como nem tudo são flores, não demorou muito para eu esbarrar com o primeiro (e até agora único) problema: ao abrir o Gerenciador de Arquivos e rodar o Chomp (o simpático clone de Pac-Man para Windows 3.11), o jogo estava absurdamente rápido, a ponto de ficar injogável. Isso devido aos CPU cycles. Após algumas tentativas frustrantes de configuração do DOSBox para normalizar essa questão, encontrei as opções perfeitas para dois parâmetros importantes do config do DOSBox: cycles e cputype. O primeiro estava setado para “auto”, que, segundo o próprio DOSBox, tenta “adivinhar” os ciclos que o jogo precisa (pode funcionar com jogos de DOS, mas não funcionou muito bem com os de Windows). Então setei o parâmetro cycles para “fixed 4000” (seguindo uma dica do próprio DOSBox), estabelecendo 4 mil ciclos de CPU fixos. Já o parâmetro cputype estava setado também para “auto”, e então mudei para “386_slow“. As opções possíveis para esse parâmetro são: “auto”, “386”, “386_slow”, “486_slow”, “pentium_slow” e “386_prefetch”. Legal, não? Confesso que não brinquei com as outras opções do parâmetro cputype, pois “386_slow” me serviu muito bem. Após salvar o config e rodar o Windows 3.11 novamente, o Chomp e os outros jogos rodaram perfeitamente.

Rodando o Windows 3.11 no DOSBox | MARIO CAVALCANTI

Notem na imagem abaixo que agora a barra de título da janela informa o novo status: ciclos fixos e CPU 386. Um parênteses: se você notou no config  acima a dica de usar CTRL + F11 e CTRL + F12 para, respectivamente, diminuir e aumentar os ciclos, saiba que isso não funcionou como esperado, fazendo o Chomp ficar hora lento, hora rápido. Só consegui mesmo uma velocidade agradável (e sem precisar mexer em mais nada) alterando os parâmetros cycles e cpu type. Ou seja, basta fazer essa configuração uma única vez e nunca mais.

Rodando o Windows 3.11 no DOSBox | MARIO CAVALCANTI

Por fim, se você sente saudade não só dos jogos, mas também de algumas aplicações freeware e shareware nativas do Windows 3.X, recomendo acessar essa outra coletânea do Internet Archive, que é bem mais extensa e, além de jogos, contém também aplicativos, utilitários, ferramentas e coisas do tipo. Muitos desses programas (assim como vários dos jogos mencionados acima), eu obtive nos tempos áureos em softhouses ou a partir de coletâneas de shareware em CD-ROM (inclusive você pode normalmente rodar programas de um CD, bastando acessá-lo pelo File Manager). Saudades dessa época. Experimentem aí. Para alternar entre o cursor do Windows 3.11 e o do seu sistema operacional, basta pressionar a tecla Esc ou Alt + Tab. Qualquer dúvida ou opinião, escrevam aí nos comentários.

Rodando o Windows 3.11 no DOSBox | MARIO CAVALCANTI

Em tempo: uma coisa muito bacana desse Windows 3.11 ready-to-run é que qualquer modificação que você faça nele permanecerá, o que inclui papel de parede, esquema de cores, disposição das janelas e novas pastas criadas. As mudanças não se perdem quando você sai do ambiente.

Carioca, empreendedor e jornalista de games e de tecnologia. Escreve para publicações especializadas em games clássicos, é proprietário da loja virtual Retro Mall e editor da revista Clube MSX. Aqui no blog fala principalmente sobre itens do seu acervo de games, consoles e micros.

Windows 3.11 rodando no navegador

Fala, pessoal! Procurando outro dia por emuladores de Windows 3.11, acabei esbarrando com este do site ClassicReload.com, que roda diretamente no browser. Em tela cheia o aspect ratio (proporção de tela) não fica tão bom, mas no modo janela fica legal. Para alternar entre o cursor do Windows 3.11 e o do seu sistema operacional, basta pressionar a tecla Esc.

Windows 3.11 rodando no navegador | MARIO CAVALCANTI

Bom para quem quiser matar rapidamente a saudade do clássico ambiente operacional da Microsoft. Joguei até um pouquinho de Campo Minado. 😛

Windows 3.11 rodando no navegador | MARIO CAVALCANTI

Carioca, empreendedor e jornalista de games e de tecnologia. Escreve para publicações especializadas em games clássicos, é proprietário da loja virtual Retro Mall e editor da revista Clube MSX. Aqui no blog fala principalmente sobre itens do seu acervo de games, consoles e micros.

Garimpo: Joystick QuickShot QS-201; Microsoft Dangerous Creatures etc.

Hoje retornei à feira de antiguidades da Praça XV, no Centro do Rio, e entre outros itens garimpei um Microsoft Dangerous Creatures (1994), um Corel PrintHouse (1995) e um joystick analógico de PC (conector padrão DB15) QuickShot QS-201 com quatro botões.

O QuickShot está em ótimo estado. Higienizei e testei ele. Está com os quatro botões funcionando (mais fotos abaixo). O Dangerous Creatures vai para a minha coleção de CD-ROMs da linha Microsoft Home. Essa linha reunia programas educativos e de entretenimento da Microsoft em disquetes e CD-ROMs, e teve seu auge entre 1993 e 1995.

Carioca, empreendedor e jornalista de games e de tecnologia. Escreve para publicações especializadas em games clássicos, é proprietário da loja virtual Retro Mall e editor da revista Clube MSX. Aqui no blog fala principalmente sobre itens do seu acervo de games, consoles e micros.