Voyeur (Interplay, 1994) para MS-DOS

Voyeur está na categoria de jogo-filme interativo. Lançado pela Philips Interactive em 1993 primeiramente para o Philips CD-i, o game ganhou em 1994 uma versão para MS-DOS pelas mãos da Interplay (essa que aparece na foto, que eu adquiri em uma feirinha de antiguidades) e uma para Mac pelas mãos da MacPlay.

Voyeur (Interplay, 1994) para MS-DOS | MARIO CAVALCANTI

Voyeur (Interplay, 1994) para MS-DOS | MARIO CAVALCANTI

Voyeur (Interplay, 1994) para MS-DOS | MARIO CAVALCANTI

Em Voyeur o jogador assume o papel de um detetive particular contratado para encontrar provas que possam derrubar o corrupto Reed Hawke, interpretado no jogo pelo ator e roteirista americano Robert Culp (que faleceu em março de 2010).

Voyeur (Interplay, 1994) para MS-DOS | MARIO CAVALCANTI

Voyeur (Interplay, 1994) para MS-DOS | MARIO CAVALCANTI

Voyeur (Interplay, 1994) para MS-DOS | MARIO CAVALCANTI

Voyeur (Interplay, 1994) para MS-DOS | MARIO CAVALCANTI

Na época o jogo se destacou pelos trechos de vídeo, que davam grande realismo ao jogo, e pelo conteúdo adulto, que incluía cenas bem picantes. É belíssimo também em termos de produto, com uma capa e com um encarte muito bem trabalhados.

Voyeur (Interplay, 1994) para MS-DOS | MARIO CAVALCANTI

Voyeur (Interplay, 1994) para MS-DOS | MARIO CAVALCANTI

Voyeur faz parte da Era de Ouro da Multimídia no PC, período que eu simplesmente amo, quando havia muitas descobertas e experimentações em termos de entretenimento multimídia e de jogos interativos. O vídeo abaixo mostra o que estou tentando dizer.

Carioca, empreendedor e jornalista de games e de tecnologia. Escreve para publicações especializadas em games clássicos, é proprietário da loja virtual Retro Mall e editor da revista Clube MSX. Aqui no blog fala principalmente sobre itens do seu acervo de games, consoles e micros.

Outpost (Sierra, 1994) para DOS e Windows 3.1

Outpost é um jogo de simulação de construção e gerenciamento (com uma bela pitada de ficção científica) lançado em 1994 pela Sierra On-Line para DOS e Windows 3.1 (e posteriormente, ainda no mesmo ano, para o Macintosh). Este é o CD-ROM original em inglês.

Outpost (Sierra On-Line, 1994) para DOS e Windows 3.1 | MARIO CAVALCANTI

O jogo tem perspectiva isométrica e nele o jogador está no controle de uma missão de colonização em um planeta, visto que a vida na Terra está perto da extinção devido a ameaça de um asteroide. Reza a lenda que um ex-cientista da NASA fez parte do time de game design de Outpost. O título teve uma continuação, chamada de Outpost 2: Divided Destiny.

Outpost (Sierra On-Line, 1994) para DOS e Windows 3.1 | MARIO CAVALCANTI

Outpost (Sierra On-Line, 1994) para DOS e Windows 3.1 | MARIO CAVALCANTI

Um jogo que é fruto de mais uma grande softhouse que fez sucesso entre micros domésticos dos anos 80 e nos PCs nos anos 90. Destaque para o encarte do CD. Gosto muito da arte.

Carioca, empreendedor e jornalista de games e de tecnologia. Escreve para publicações especializadas em games clássicos, é proprietário da loja virtual Retro Mall e editor da revista Clube MSX. Aqui no blog fala principalmente sobre itens do seu acervo de games, consoles e micros.

Rodando o Windows 3.11 no DOSBox

Fala, pessoal! Recentemente divulguei aqui no blog e em meu perfil no Facebook um interessante emulador do Windows 3.11 para navegadores. Ele é bom, por exemplo, para matar rapidamente a saudade de jogos nativos como Minesweeper (Campo Minado) e Solitaire (Paciência). Mas se você pretende ir além em termos de nostalgia (e pretende ficar na seara da emulação), existe uma solução bem mais atraente.

Ainda na mesma vibe nostálgica de Windows 3.11 — e se você pretende, assim como eu, montar um verdadeiro acervo de programas e jogos nativos do sistema —, recomendo este pack “ready-to-use” de Windows 3.X para o DOSBox. Basta baixá-lo e descompactá-lo na raiz do seu DOSBox. Depois, é só digitar “windows” e um abraço. Não requer instalação, nem nada do tipo, mas tem alguns detalhes importantes que você deve observar para uma emulação mais fluída (leia abaixo — e estou supondo que você já use o DOSBox).

Eu já mantinha em minha máquina uma pasta do DOSBox com diversos jogos de MS-DOS. O que fiz foi criar uma subpasta “Games” dentro da pasta “Windows” e ir descompactando nela jogos free e shareware nativos do Windows 3.x baixados dessa excelente coletânea do Internet Archive. Sim, aqueles jogos criados exclusivamente para o sistema operacional, como Chomp, Bang! Bang!, Pipe Dream, Klotski, Monopoly, Rattler Race, Hyperoid, Hextris, Reversi, Roulette, TetraVex e muitos outros. São mais de mil jogos de Windows nessa coletânea (é preciso ter uma conta no Internet Archive para baixar os arquivos).

Rodando o Windows 3.11 no DOSBox | MARIO CAVALCANTI

Como nem tudo são flores, não demorou muito para eu esbarrar com o primeiro (e até agora único) problema: ao abrir o Gerenciador de Arquivos e rodar o Chomp (o simpático clone de Pac-Man para Windows 3.11), o jogo estava absurdamente rápido, a ponto de ficar injogável. Isso devido aos CPU cycles. Após algumas tentativas frustrantes de configuração do DOSBox para normalizar essa questão, encontrei as opções perfeitas para dois parâmetros importantes do config do DOSBox: cycles e cputype. O primeiro estava setado para “auto”, que, segundo o próprio DOSBox, tenta “adivinhar” os ciclos que o jogo precisa (pode funcionar com jogos de DOS, mas não funcionou muito bem com os de Windows). Então setei o parâmetro cycles para “fixed 4000” (seguindo uma dica do próprio DOSBox), estabelecendo 4 mil ciclos de CPU fixos. Já o parâmetro cputype estava setado também para “auto”, e então mudei para “386_slow“. As opções possíveis para esse parâmetro são: “auto”, “386”, “386_slow”, “486_slow”, “pentium_slow” e “386_prefetch”. Legal, não? Confesso que não brinquei com as outras opções do parâmetro cputype, pois “386_slow” me serviu muito bem. Após salvar o config e rodar o Windows 3.11 novamente, o Chomp e os outros jogos rodaram perfeitamente.

Rodando o Windows 3.11 no DOSBox | MARIO CAVALCANTI

Notem na imagem abaixo que agora a barra de título da janela informa o novo status: ciclos fixos e CPU 386. Um parênteses: se você notou no config  acima a dica de usar CTRL + F11 e CTRL + F12 para, respectivamente, diminuir e aumentar os ciclos, saiba que isso não funcionou como esperado, fazendo o Chomp ficar hora lento, hora rápido. Só consegui mesmo uma velocidade agradável (e sem precisar mexer em mais nada) alterando os parâmetros cycles e cpu type. Ou seja, basta fazer essa configuração uma única vez e nunca mais.

Rodando o Windows 3.11 no DOSBox | MARIO CAVALCANTI

Por fim, se você sente saudade não só dos jogos, mas também de algumas aplicações freeware e shareware nativas do Windows 3.X, recomendo acessar essa outra coletânea do Internet Archive, que é bem mais extensa e, além de jogos, contém também aplicativos, utilitários, ferramentas e coisas do tipo. Muitos desses programas (assim como vários dos jogos mencionados acima), eu obtive nos tempos áureos em softhouses ou a partir de coletâneas de shareware em CD-ROM (inclusive você pode normalmente rodar programas de um CD, bastando acessá-lo pelo File Manager). Saudades dessa época. Experimentem aí. Para alternar entre o cursor do Windows 3.11 e o do seu sistema operacional, basta pressionar a tecla Esc ou Alt + Tab. Qualquer dúvida ou opinião, escrevam aí nos comentários.

Rodando o Windows 3.11 no DOSBox | MARIO CAVALCANTI

Em tempo: uma coisa muito bacana desse Windows 3.11 ready-to-run é que qualquer modificação que você faça nele permanecerá, o que inclui papel de parede, esquema de cores, disposição das janelas e novas pastas criadas. As mudanças não se perdem quando você sai do ambiente.

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Corrigindo automaticamente o aspect ratio no DOSBox

Uma das coisas que levo em consideração para uma emulação mais agradável de jogos antigos é o uso — quando possível — de uma TV de tubo. Não há nada mais bonito que um game clássico no brilho de uma CRT. Isso serve para consoles, micros e arcades.

Parto da filosofia de que games antigos foram feitos para TVs/monitores antigos e games novos foram feitos para TVs/monitores novos. Quando você coloca um no outro e o outro no um, dá até pra jogar, mas perde um pouco do encanto. No caso dos arcade games clássicos, por exemplo, títulos como Double Dragon, R-Type, Robocop, Black Dragon, ESP Ra.De., TMNT, Tiger Road, Fighting Fantasy, Magic Sword, Golden Axe e mais um monte deles ficam absurdamente lindos numa TV CRT.

Mas há outro fator que também levo muito em conta na hora de buscar uma experiência de emulação mais prazerosa: a proporção de tela (ou aspect ratio). Nada de jogo esticado ou encolhido. Se o aspect ratio do jogo é o 4:3 — proporção de tela conhecida como “janela clássica”, que é muito usada na televisão tradicional e em muitos monitores de computador —, vamos buscar reproduzir isso. Se ele foi concebido para 16:9, que assim seja. O que fica feio é rodar um jogo 4:3 esticado no seu monitor widescreen, ou ver um jogo que é “superwide” espremido na tela quase quadrada da sua TV antiga (a não ser que você não tenha outra televisão em mãos. Estamos falando aqui apenas de uma melhor experiência de emulação).

Por exemplo, veja como fica abaixo a tela inicial do jogo Raptor, do DOS, com a proporção de tela correta e incorreta.

Raptor com aspect ratio errado
Raptor com proporção de tela correta

Se você também curte jogos de DOS e costuma usar o emulador DOSBox, é fácil configurá-lo para corrigir automaticamente o aspect ratio. No caso usarei como exemplo a versão do DOSBox para Windows.

Por padrão, o config do DOSBox traz a opção de correção automática de aspect ratio desabilitada. O que vamos fazer é habilitar essa opção. Para isso — e supondo que você já tenha o emulador instalado e saiba manuseá-lo —, basta abrir a pasta do emulador no seu computador e depois abrir o atalho “DOSBox 0.74 Options”. Você pode fazer isso também clicando no menu inicial, rolando a tela até o ícone do DOSBox e abrindo o mesmo atalho.

O atalho irá chamar o Notepad (Bloco de Notas) já com o arquivo de configuração aberto (no caso, dosbox-0.74.conf), que é um arquivo de texto. Já nele, localize a propriedade “aspect” e mude seu valor para “true”. Ou seja, a linha que antes era “aspect=false” passa a ser “aspect=true”.

Depois, salve o arquivo de configuração, feche-o e execute o DOSBox. Veja abaixo algumas telas de antes e depois, e perceba que esse pequeno detalhe contribui para deixar a emulação mais próxima do proposto.

Doom com proporção errada
Tela inicial de Doom com proporção correta
Doom com aspect ratio errado
Doom com aspect ratio correto
Prince of Persia com proporção de tela incorreta
Prince of Persia com proporção de tela correta

Algumas versões do DOSBox para dispositivos móveis, como o aDOSBox do Android, já facilitam esse trabalho trazendo uma opção de menu para habilitar ou desabilitar a correção de aspect ratio, não exigindo abrir um arquivo de configuração. Dúvidas? Sugestões? Deixe um comentário aí embaixo. Sempre que possível, vou procurar abordar essa questão do aspect ratio em tutoriais sobre emulação.

Carioca, empreendedor e jornalista de games e de tecnologia. Escreve para publicações especializadas em games clássicos, é proprietário da loja virtual Retro Mall e editor da revista Clube MSX. Aqui no blog fala principalmente sobre itens do seu acervo de games, consoles e micros.