Programas de Jogos de Terror (Editora Lutécia, 1984)

Já falei aqui no blog ou em algum vídeo que meu primeiro micro foi o MC-1000, da CCE. Logo em seguida, ganhei um MSX Expert, da Gradiente. Foi com eles que tive minhas primeiras experiências com programação. Foi no MC-1000, inclusive, que digitei minhas primeiras linhas de código. Encontrei semana passada em um sebo no Santana, bairro da Zona Norte de São Paulo, este que foi nada menos que o primeiro “livro” de programação que comprei (sem contar os manuais de BASIC que acompanhavam o MC-1000 e o MSX). Livro entre aspas, pois trata-se, na verdade, de um livreto de dezesseis páginas com listagens de jogos textuais em BASIC. Jogos esses, como podem observar, com a temática de terror.

Livro Programas de Jogos de Terror (Editora Lutécia, 1984) | MARIO CAVALCANTI

Como na época eu era um pré-adolescente, obviamente fui fisgado pela impactante capa de Programas de Jogos de Terror (Editora Lutécia, 1984). Qual jovem apaixonado por micros e games naquela época, em meados dos anos 80, não seria atraído por uma capa assim? Os jogos do livro eram simples, textuais mesmo, como os primeiros adventure games, e, assim como os títulos da época, uma boa ilustração de capa (vide os encartes das produções para Atari 2600 e Odyssey) compensava a simplicidade visual dos jogos e mexia com a nossa imaginação.

Livro Programas de Jogos de Terror (Editora Lutécia, 1984) | MARIO CAVALCANTI
Livro Programas de Jogos de Terror (Editora Lutécia, 1984) | MARIO CAVALCANTI

Uma das coisas que mais gosto nesse livro é que ele é, digamos, multiplataforma. As listagens contidas nele são compatíveis com micros (nacionais ou importados) das linhas ZX Spectrum, TRS-80, TRS-80 Color, Apple, MSX, PC, Commodore 64 e VIC-20.

Livro Programas de Jogos de Terror (Editora Lutécia, 1984) | MARIO CAVALCANTI

Como explica a introdução do livro, “a listagem principal de cada programa é para os micros da família TRS-80. As linhas que precisam ser mudadas para que funcione em outros computadores foram indicadas por símbolos, e as respectivas modificações aparecem no final de cada listagem”.

Livro Programas de Jogos de Terror (Editora Lutécia, 1984) | MARIO CAVALCANTI

Para completar, a obra traz ilustrações de terror baseadas nos temas de cada jogo, além de exibir em diversas páginas uma figura simpática — um esqueleto de gravata borboleta — que dá dicas e faz perguntas para atiçar a curiosidade do leitor.

Livro Programas de Jogos de Terror (Editora Lutécia, 1984) | MARIO CAVALCANTI
Livro Programas de Jogos de Terror (Editora Lutécia, 1984) | MARIO CAVALCANTI

Apesar de este livro já estar disponível no Datassette em versão PDF, não pude deixar de levar este exemplar, que se encontra em muito bom estado. Depois de tantos anos, o sentimento foi de profunda nostalgia.

Livro Programas de Jogos de Terror (Editora Lutécia, 1984) | MARIO CAVALCANTI

Em tempo: a mesma editora lançou outros livretos da mesma coleção: Programas de Jogos de Horror (aparentemente com o mesmo tipo de conteúdo do livreto que comento neste post) e Programas de Jogos de Espionagem.

Livro Programas de Jogos de Terror (Editora Lutécia, 1984) | MARIO CAVALCANTI

Xenon em cassete para o Commodore 64 (Mastertronic, 1990)

Meu gosto por Xenon começou ainda nos anos 80, quando conheci o port do ZX Spectrum para o MSX. O que eu achava fantástico, no entanto, não era seu gráfico (monocromático, mas bonito), muito menos sua jogabilidade (como em outros ports, era lenta), e sim sua música, que ainda hoje acho legal. A partir da revista inglesa Crash, pude ver como era o Xenon de outros micros da época, como Commodore 64, Atari ST e Amiga.

Xenon em fita cassete para o Commodore 64 (Mastertronic, 1990) | MARIO CAVALCANTI

Xenon em fita cassete para o Commodore 64 (Mastertronic, 1990) | MARIO CAVALCANTI

Para quem não conhece, o Xenon é um shmup desenvolvido originalmente em 1988 para o Atari ST pela The Bitmap Brothers e lançado pela editora/distribuidora australiana Melbourne House, que posteriormente foi comprada pela Mastertronic. Essa fita cassete do Xenon para o C64 foi trazida de Londres por um amigo há cerca de cinco anos, e custou apenas duas libras na época. Ela é de 1990 e faz parte da coletânea Mastertronic Plus (ou M Plus).

Xenon em fita cassete para o Commodore 64 (Mastertronic, 1990) | MARIO CAVALCANTI

Curiosamente, das capturas de tela que aparecem no verso do encarte, apenas a primeira é da versão do C64. As outras duas são de versões 16-bit (Atari ST ou Commodore Amiga). E isso fica mais evidente ainda por conta da mensagem no verso: “Screenshots may be taken from a different version” (“Capturas de tela podem ter sido tiradas de uma versão diferente”). Uma prática comum nesse período dos home computers era justamente mostrar um gráfico mais avançado para deixar o usuário/consumidor mais empolgado.

Xenon em fita cassete para o Commodore 64 (Mastertronic, 1990) | MARIO CAVALCANTI

Xenon em fita cassete para o Commodore 64 (Mastertronic, 1990) | MARIO CAVALCANTI

Mistica FPGA16: testando jogos do C64 e do Atari ST

Fala, pessoal! Há algumas semanas chegou minha placa Mistica FPGA16. Fotos dos primeiros testes em TV de tubo (vídeo composto) e em monitor de tubo (VGA). Karate Champ e Camelot Warriors do Commodore 64, e Alien Storm do Atari ST (esse Alien Storm é lindo!).

Mistica FPGA16: testando jogos do C64 e do Atari ST | MARIO CAVALCANTI Mistica FPGA16: testando jogos do C64 e do Atari ST | MARIO CAVALCANTI Mistica FPGA16: testando jogos do C64 e do Atari ST | MARIO CAVALCANTI Mistica FPGA16: testando jogos do C64 e do Atari ST | MARIO CAVALCANTI Mistica FPGA16: testando jogos do C64 e do Atari ST | MARIO CAVALCANTI Mistica FPGA16: testando jogos do C64 e do Atari ST | MARIO CAVALCANTI Mistica FPGA16: testando jogos do C64 e do Atari ST | MARIO CAVALCANTI Mistica FPGA16: testando jogos do C64 e do Atari ST | MARIO CAVALCANTI Mistica FPGA16: testando jogos do C64 e do Atari ST | MARIO CAVALCANTI

FREEZE64 | Assista ao review do fanzine de Commodore 64 no YouTube

Fala, pessoal! Nesse vídeo eu falo sobre o FREEZE64, um fanzine britânico sobre dicas e macetes de jogos do Commodore 64. A obra tem 34 páginas e é totalmente dedicada à plataforma C64. Clique na imagem abaixo para assistir ao vídeo no YouTube.

FREEZE64 | Assista ao review do fanzine de Commodore 64 no YouTube | MARIO CAVALCANTI

Home Computers | Assista ao review desse Super Trunfo de micros clássicos

O review em vídeo da vez é sobre o Home Computers, um Super Trunfo sobre microcomputadores que fizeram história entre 1974 e 1990. Commodore 64, Amstrad CPC 464, MSX, ZX Spectrum, Commodore Amiga, Atari ST, IBM PC 5150, Apple II, Atari 800, estão todos lá! Clique na imagem abaixo para assistir ao vídeo no YouTube. Não deixem de se inscrever no canal!

Patches de joystick nas Lojas Renner

Andando essa semana com minha esposa numa filial da Lojas Renner no Rio de Janeiro, encontrei na seção de acessórios uma cartela de patches com motivo retrô. Entre os patches estavam um de fita cassete e um de joystick.

Foto: Mario Cavalcanti

Foto: Mario Cavalcanti

O de joystick foi claramente inspirado em um controle Competition Pro. Ssegue abaixo foto para comparação.

Joystick Competition Pro no canto inferior direito. Crédito da foto: Breadbox64.com

O joystick Competition Pro foi criado ainda nos anos 80 pela fabricante britânica de eletrônicos Kempston Micro Electronics. Ele trazia esses dois botões vermelhos para poder ser usado tanto por destros como por canhotos. Foi produzido inicialmente para o ZX Spectrum, mas funcionava (com conectores compatíveis) em outros micros contemporâneos como Amstrad CPC, Atari ST e Commodore 64.

Os patches têm largura e altura aproximada de 5 centímetros. Podem ser aplicados em jaquetas, mochilas etc. Não achei o preço tão convidativo: R$ 25,90. O mesmo kit de patches — pelo mesmo preço — está disponível na loja virtual deles (nesse caso o comprador terá que arcar ainda com o custo do frete).

Os quatro patches da cartela (loja virtual da Renner)

Foto ilustrativa (loja virtual da Renner)

The SID Station: uma rádio online 24/7 com músicas do C64

“Welcome to The SID Station! Another visitor! Stay a while; stay forever!”

Há pelo menos três anos venho escutando a The SID Station, uma rádio online 24/7, de Londres, que toca somente (ou quase somente) músicas do Commodore 64. Sim, é SID na veia. Para quem gosta do som do SID e de game musics em geral, é um prato cheio.

A rádio oferece quatro formatos de transmissão: QTL, PLS (formato de playlists que ficou popular a partir do Winamp), RAM (Real Media) e ASX (Media Player). Costumo usar o último. É só copiar o link e abrir pelo Windows Media Player (no caso de quem utiliza Windows). Sem firulas, sem a necessidade de plugins estranhos.

Sempre que a transmissão da rádio se inicia, uma vinheta curta e pegajosa (ela fica na cabeça de quem ouve!) é executada antes das músicas começarem a rolar: primeiro o ouvinte escuta um “Welcome to The SID Station!” e, logo em seguida, uma voz sintetizada tirada do jogo Impossible Mission diz “Another visitor! Stay a while; stay forever!!”. Foi o que aconteceu comigo. Ouvi uma vez e curti muito.

É uma ótima pedida, inclusive, na falta de um MP3 player, para quem tem 3G ilimitado ou para se ouvir em hotéis, aeroportos ou outros lugares que ofereçam Wi-Fi de graça. A rádio toca muita coisa bacana, inclusive de nomes como Ben Daglish (Death Wish III, Terramex, The Last Ninja), David Whittaker (Lazy jones) e Rob Hubbard (Monty on the Run, Saboteur II).

Por fim, a SID Station também faz live shows, e o próximo será no dia 29 de agosto de 2015, como mostra esse post no Facebook.