Fotos e especificações da fonte original do console Zeebo

Fala, pessoal! Seguem abaixo especificações e fotos da fonte original do console Zeebo, para quem estiver a procura dela ou de uma que seja compatível.

Especificações:

Entrada: 110/220 V (bivolt)
Saída: 5 V 3 A
Polaridade: positiva (positivo dentro)
Frequência: 50/60 Hz
Consumo: 20 Watts
Padrão do conector: P4

Fotos e especificações da fonte original do console Zeebo | MARIO CAVALCANTI

Fotos e especificações da fonte original do console Zeebo | MARIO CAVALCANTI

Fotos e especificações da fonte original do console Zeebo | MARIO CAVALCANTI

Fotos e especificações da fonte original do console Zeebo | MARIO CAVALCANTI

O Zeebo é um console brasileiro fabricado pela Tectoy em parceria com a Qualcomm. O videogame é fruto de uma joint venture entre as duas companhias e que envolveu ainda parceria com empresas de sete países. É um console de sétima geração, sendo contemporâneo do PS3, do Wii e do Xbox 360. Foi descontinuado em 2011.

Garimpo: Master System III Compact; Zeebo; Star Voyager etc.

Retornei no último dia 24/10 à feira de antiguidades da Praça XV, um mercado de pulgas que acontece aos sábados no Centro do Rio de Janeiro. Dessa vez, os achados foram:

1. Master System III Compact;
2. Zeebo com 1 controle;
3. Cartucho Star Voyager para Atari 2600;
4. Par de joypads para Master System;
5. World of Warcraft Expansion Set.

1. Master System III Compact

Esse Master System está em ótimo estado de conservação e funcionamento, veio com um joypad e com o jogo Sonic na memória.

Master System III Compact | MARIO CAVALCANTI

Essa edição foi lançada pela Tectoy em 1992 e ela tem fonte interna.

Master System III Compact | MARIO CAVALCANTI

Master System III Compact | MARIO CAVALCANTI

A única saída de vídeo existente nesse console é a RF. As imagens abaixo são dele ligado em uma TV de tubo de 14 polegadas da CCE que tenho.

Sonic do Master System via RF | MARIO CAVALCANTI

Sonic do Master System via RF | MARIO CAVALCANTI

Sonic do Master System via RF | MARIO CAVALCANTI

2. Zeebo com 1 controle

Também em ótimo estado, esse Zeebo estava só com um controle, sem fontes, cabos de vídeo etc. Ainda não testei-o, mas em breve o farei. Quando conseguir testar, posto aqui no blog o resultado.

Zeebo da Tectoy. Console genuinamente brasileiro | MARIO CAVALCANTI

Para quem não conhece, o Zeebo é um console genuinamente nacional. Foi lançado em 2009 e fabricado pela Tectoy em parceria com a Qualcomm. Pertence à sétima geração dos videogames, ou seja, foi contemporânea do Xbox 360, Wii e PlayStation 3. Uma curiosidade é que o console não tem jogos em mídia física. Os games eram baixados a partir de uma rede 3G própria chamada ZeeboNet (acessível na tela inicial do console), mas essa rede já foi descontinuada.

3. Cartucho Star Voyager para Atari 2600

Durante o garimpo também encontrei esse cartucho do jogo Star Voyager para o Atari 2600. A etiqueta está meio surrada, mas eu não poderia deixá-lo para trás.

Cartucho do jogo Star Voyager para Atari 2600 (Imagic, 1982) | MARIO CAVALCANTI

O Star Voyager é um shooter espacial em primeira pessoa (assim como Elite, Space Battle e outros). Foi criado pelo programador Bob Smith e lançado pela Imagic em 1982. Os cartuchos da Imagic costumam ter esse visual, que eu acho bem maneirinho.

Cartucho do jogo Star Voyager para Atari 2600 (Imagic, 1982) | MARIO CAVALCANTI

Cartucho do jogo Star Voyager para Atari 2600 (Imagic, 1982) | MARIO CAVALCANTI

4. Par de joypads para Master System

Encontrei ainda um par de controles para o Master System. Um deles está com problema no segundo botão. Darei uma olhada depois. Fora isso, os direcionais e os botões restantes estão bons.

Par de joypads para o Master System | MARIO CAVALCANTI

5. World of Warcraft Cataclysm

Por fim, achei este World of Warcraft Cataclysm, que é um set de expansão (o terceiro, pra ser mais exato) lançado para o World of Warcraft.

World of WarCraft Cataclysm Expansion Set | MARIO CAVALCANTI

Ele é de 2009 e está em inglês. Não é retrô, mas está completinho, com caixa, capa do CD e manual.

World of WarCraft Cataclysm Expansion Set | MARIO CAVALCANTI

Trocando baterias em action figures e acessórios

Fala, pessoal! Ao lado de retrocomputadores e de videogames clássicos, outra coisa que gosto muito são action figures, incluindo as que possuem partes eletrônicas, partes estas que podem vir a precisar de manutenção algum dia.

Existe uma infinidade de figuras de ação, acessórios e veículos que emitem som e/ou luz, e que, por isso, utilizam algum tipo de fonte de energia. Geralmente essas fontes de energia são pilhas ou baterias. O mesmo serve para carrinhos de controle remoto, alguns robôs, discos voadores etc.

Muitas vezes os donos deixam esses brinquedos de lado achando simplesmente que eles estragaram. Provavelmente você já ouviu alguém dizer algo como “a luz não acende mais; não sai mais som; parou de funcionar”, certo? Na maioria das vezes, esse “parou de funcionar” está relacionado à uma bateria que precisa ser trocada.

Veja abaixo esse rápido tutorial que fiz para mostrar uma simples troca de bateria em um acessório. Minha ideia é dar uma pequena luz (sem trocadilhos) aos leigos no assunto. Manutenção também faz parte da diversão! Tanto para action figures como para computadores, cartuchos e videogames antigos.

Trocando baterias em action figures e acessórios | Mario Cavalcanti

Note que essa pequena lanterna utiliza parafusos do tipo triangular, muito comum em diversos brinquedos (em brindes do McDonald’s, por exemplo) e também em alguns cartuchos de videogame. Para abrir esse acessório em especial, utilizei uma chave de precisão triangular. Esse mesmo tipo de chave está disponível em outros tamanhos, assim como acontece com chaves de fenda, chaves de philips etc. E se você gosta tanto quanto eu de brinquedos, jogos retrôs e eletrônicos, você irá aos poucos montar seu kit pessoal de manutenção (se já não tiver um).

Trocando baterias em action figures e acessórios | Mario Cavalcanti

A luz desse acessório sai de um LED. E um LED precisa de 3 volts (3 V) para acender. Perceba que esse pequeno canhão de luz está usando duas baterias de 1,5 V cada. Juntas, formam 3 V. Retirei as baterias com o auxílio de uma chave de fenda bem pequena, daquelas que servem também para hastes de óculos, telefones celulares e relógios de pulso. No caso, essas baterias são do modelo LR1130, fáceis de encontrar e produzidas por diversos fabricantes.

Trocando baterias em action figures e acessórios | Mario Cavalcanti

Bastou substituí-las por um par novo para o acessório voltar a acender. A luz vermelha do LED passando pela capinha amarela deu um efeito bacana, de luz alaranjada. É sempre bom ver o modelo de bateria utilizado. Existem diversos. Se eu utilizasse um par de tamanho menor, por exemplo, obviamente a luz não acenderia, pois as baterias ficariam folgadas dentro do acessório.

Trocando baterias em action figures e acessórios | Mario Cavalcanti

A lanterninha não só voltou a acender como a luz ficou forte com baterias novas. Esse processo de substituição costuma ser fácil, pois geralmente os brinquedos dão acesso fácil às baterias (através de uma portinha independente bem visível ou coisa do tipo). Ou seja, você não precisa desmontar o brinquedo inteiro, somente acessar o compartimento que comporta as pilhas/baterias.

Trocando baterias em action figures e acessórios | Mario Cavalcanti

Agora o acessório está OK. Uma dica importante: remova sempre as baterias se você não for utilizar o brinquedo por um bom tempo. Isso evita o descarregamento.

Trocando baterias em action figures e acessórios | Mario Cavalcanti

A título de curiosidade, esse simpático acessório é um canhão de luz da linha Police Force, da fabricante Chap Mei. Existe uma versão não-eletrônica desse canhão de luz que não traz LED. É praticamente a mesma coisa, mas sem o LED.

Como vou saber se as baterias são mesmo o problema?

Bom, você pode utilizar qualquer bateria de 3 volts (3 V) para verificar se o LED irá acender ou não, mas é óbvio que você tem que ter certeza de que a bateria de teste está funcionando. É mais provável que a bateria do brinquedo esteja fraca e não o LED queimado. Para testar o LED, basta encostar a perna positiva (perna maior) no polo positivo da bateria, e a perna negativa (perna menor) no polo negativo. Se tudo estiver nos conformes, a luz irá acender.

Trocando baterias em action figures e acessórios | Mario Cavalcanti

Caso você tenha certeza de que suas baterias estão boas, as causas podem ser outras. O negócio é investigar! Abaixo estão algumas outras possíveis causas para uma luz não acender:

– Fiação solta;
– Placas queimadas (no caso de o brinquedo utilizar alguma placa);
– LED quebrado/queimado;
– Excesso de corrosão nas pernas do LED (impede a passagem de energia);
– Excesso de corrosão nos metais que conduzem energia até o LED;
– Botões quebrados que não conseguem empurrar o metal de condução até a perninha do LED;

Nem tudo são flores: acessórios em péssimo estado

Não é a primeira vez que abri um canhão de luz da Chap Mei como esse. Já peguei outro em piores condições, como mostram as fotos abaixo. Nesse caso, além de substituir as baterias, tive que limpar corrosões nos condutores, nos parafusos e nas partes plásticas que ficaram sujas de ferrugem. Olha o estado do acessório!

Trocando baterias em action figures e acessórios | Mario Cavalcanti

Trocando baterias em action figures e acessórios | Mario Cavalcanti

Trocando baterias em action figures e acessórios | Mario Cavalcanti

Trocando baterias em action figures e acessórios | Mario Cavalcanti

Trocando baterias em action figures e acessórios | Mario Cavalcanti

Trocando baterias em action figures e acessórios | Mario Cavalcanti

É isso. Como já dito, manutenção também faz parte da diversão. Investigue sempre! Qualquer dúvida, manda um e-mail ou deixa um comentário aí embaixo.

Garimpo: Coleco Bowlatronic (1981); Caixas de som 2.1 da Troni

No último sábado (17) fui novamente à feira de antiguidades da Praça XV, um mercado de pulgas que acontece aos sábados no Centro do Rio de Janeiro. Os achados do dia foram um Bowlatronic da Coleco e um conjunto de caixas de som 2.1 com mini super woofer da Troni para PC. Ambos em ótimo estado.

O conjunto 2.1 da Troni usarei no meu Pentium MMX 233. Ele tem um controle de volume bacana e um super woofer (não exibe tanto grave quanto um subwoofer, mas dá conta do recado).

O Coleco Bowlatronic foi o achado do dia. Ele é um boliche eletrônico de 1981. Nessa época existiram vários joguinhos eletrônicos baseados em LEDs e em VFDs (Vacuum Fluorescent Displays) lançados por empresas como Radio Shack, Mattel e Entex Electronics. São mais ou menos contemporâneos (ou será que posso chamá-los de primos?) de linhas de minigames como Game & Watch, da Nintendo.

Ainda vou dar aquele trato, tirar poeira e tal, mas esse Bowlatronic está funcionando direitinho. O bichinho funciona com uma bateria de 9 volts (aquela retangular), tem 40 cm de comprimento, imita uma pista de boliche e é bem leve. Esse vai pra coleção.

Patches de joystick nas Lojas Renner

Andando essa semana com minha esposa numa filial da Lojas Renner no Rio de Janeiro, encontrei na seção de acessórios uma cartela de patches com motivo retrô. Entre os patches estavam um de fita cassete e um de joystick.

Foto: Mario Cavalcanti
Foto: Mario Cavalcanti

O de joystick foi claramente inspirado em um controle Competition Pro. Ssegue abaixo foto para comparação.

Joystick Competition Pro no canto inferior direito. Crédito da foto: Breadbox64.com

O joystick Competition Pro foi criado ainda nos anos 80 pela fabricante britânica de eletrônicos Kempston Micro Electronics. Ele trazia esses dois botões vermelhos para poder ser usado tanto por destros como por canhotos. Foi produzido inicialmente para o ZX Spectrum, mas funcionava (com conectores compatíveis) em outros micros contemporâneos como Amstrad CPC, Atari ST e Commodore 64.

Os patches têm largura e altura aproximada de 5 centímetros. Podem ser aplicados em jaquetas, mochilas etc. Não achei o preço tão convidativo: R$ 25,90. O mesmo kit de patches — pelo mesmo preço — está disponível na loja virtual deles (nesse caso o comprador terá que arcar ainda com o custo do frete).

Os quatro patches da cartela (loja virtual da Renner)
Foto ilustrativa (loja virtual da Renner)

Azpiri Spectrum | Assista ao review do livro no YouTube

No último dia 18 de agosto, faleceu o ilustrador espanhol Alfonso Azpiri. Ele foi o responsável pelas capas de muitos dos jogos da chamada era dourada dos games espanhóis de microcomputador (quem teve MSX ou um TK deve se lembrar de jogos de empresas como Opera Soft ou Topo Soft). Fiz uma resenha em vídeo do livro Azpiri Spectrum, uma coletânea de artes desses games. Clique na imagem abaixo para assistir no YouTube.

Review em vídeo da primeira edição da revista Espectro

Há cerca de duas semanas recebi meu exemplar da primeira edição da Espectro, revista luso-brasileira sobre o ZX Spectrum. Entre os responsáveis pela nova publicação está o Marcus Garrett, editor da revista Jogos 80 e autor dos livros 1983 e 1984.

A revista traz, entre outras coisas, matéria de capa sobre o ZX Spectrum Next e uma entrevista com Victor Trucco e Henrique Olifiers, duas das mentes brilhantes por trás do Next. Fiz um rápido review em vídeo. Clique na imagem abaixo para assistir no YouTube.

Garimpo: Joystick QuickShot QS-201; Microsoft Dangerous Creatures etc.

Hoje retornei à feira de antiguidades da Praça XV, no Centro do Rio, e entre outros itens garimpei um Microsoft Dangerous Creatures (1994), um Corel PrintHouse (1995) e um joystick analógico de PC (conector padrão DB15) QuickShot QS-201 com quatro botões.

O QuickShot está em ótimo estado. Higienizei e testei ele. Está com os quatro botões funcionando (mais fotos abaixo). O Dangerous Creatures vai para a minha coleção de CD-ROMs da linha Microsoft Home. Essa linha reunia programas educativos e de entretenimento da Microsoft em disquetes e CD-ROMs, e teve seu auge entre 1993 e 1995.

Blast from the Past, a loja retrô de De Volta para o Futuro II

Enfim, chegamos ao dia 21 de Outubro de 2015! Acompanhando a onda de homenagens à data em que Marty McFly (Michael J. Fox) chega ao futuro na segunda parte da trilogia De Volta para o Futuro, resolvi fazer este post.

Quem é fã da trilogia, deve se lembrar da loja de antiguidades de Hill Valley em que McFly entra em 2015. Foi lá que ele comprou o célebre Almanaque dos Esportes, que trazia o resultado de jogos de diversos esportes ocorridos entre 1950 e 2000 – e que tornou Biff Tannen um magnata. Pois bem, a fictícia loja de antiguidades se chama Blast from the Past (é possível ver esse nome também no recebido de pagamento que acompanha o almanaque no filme) e comercializa principalmente artigos dos anos 60, 70 e 80.

Pausando o filme e dando uma atenciosa olhada na vitrine e no interior da loja, podemos ver itens que certamente são do agrado de quem gosta de videogames e computadores antigos. Abaixo montei uma breve lista – com a ajuda da Futurepedia – de alguns dos artigos da vitrine:

1. Cartucho do clássico jogo BurgerTime para Nintendo;
2. Cartucho do jogo Tubarão (Jaws) para Nintendo (baseado no filme homônimo de Spielberg);
3. Computador Macintosh de 1984;
4. TV de tubo da JVC;
5. Cartucho do jogo R.C. Pro também para o NES.

A loja conta ainda com outros artigos considerados retrôs em 2015, como um projetor Super-8, fitas VHS, uma lâmpada de lava, um aspirador de pó da Black & Decker de 1988, uma câmera analógica da JVC, um vídeo cassete Betamax entre outras relíquias.

Se pararmos para analisar como a loja foi montada, veremos que foi uma grande sacada. Como vimos, muitos dos itens são da década de 80. E De Volta para o Futuro II entrou em cartaz em 1989. Logo, a vitrine da Blast from the Past exibe muitos artigos que realmente estavam em evidência no ano em que o filme estreou. Ou seja, deve ter sido muito divertido montar a vitrine e imaginá-la como obsoleta no futuro.

Quando os micros são os protagonistas

Quem é das antigas deve se lembrar que mesmo antes da popularização dos PCs já era comum a aparição de microcomputadores em filmes. Dá até para perder a conta de películas em que aparece um agente secreto, um oficial do FBI ou uma pessoa comum manuseando um computador. O site Starring the Computer (Estrelando o Computador) coleciona essas cenas de filmes. Como se não bastasse, o site também informa quais modelos de micros aparecem nas cenas (yeah!).

Um PC-XT no filme “Curtindo a vida adoidado” (1986), dois clássicos dos anos 80 😉

Além da busca por filmes, é possível pesquisar também por computadores (um barato, né?). Clicando na opção “Computers”, no menu principal, o site faz a organização inversa, exibindo uma lista de fabricantes de computadores e seus respectivos modelos, tudo organizado por ordem alfabética. A partir daí fica fácil saber se o seu micro clássico preferido já apareceu em algum filme.

Um Amstrad CPC6128 na série britânica Only Fools and Horses (1989)

Com essa ordenação por computadores, podemos descobrir coisas curiosas, como um CP 500 (o clone do TRS-80 que fez muito sucesso no Brasil nos anos 80) da Prológica aparecendo em uma cena de Tropa de Elite, que foi lançado em 2007, mas cuja história se passa em 1997. Vi o filme mais de uma vez e esse CP 500 passou batido por mim (vergonha!). Destaque para a cara de motivação do Mathias.

CP 500 em “Tropa de Elite”

Em suma, o Starring the Computer é desses sites que vale a pena favoritar e guardar como guia de referência.

Novamente o CP 500 em “Tropa de Elite”