15 de setembro de 2017

Patches de joystick nas Lojas Renner

Andando essa semana com minha esposa numa filial da Lojas Renner no Rio de Janeiro, encontrei na seção de acessórios uma cartela de patches com motivo retrô. Entre os patches estavam um de fita cassete e um de joystick.

Foto: Mario Cavalcanti
Foto: Mario Cavalcanti

O de joystick foi claramente inspirado em um controle Competition Pro. Ssegue abaixo foto para comparação.

Joystick Competition Pro no canto inferior direito. Crédito da foto: Breadbox64.com

O joystick Competition Pro foi criado ainda nos anos 80 pela fabricante britânica de eletrônicos Kempston Micro Electronics. Ele trazia esses dois botões vermelhos para poder ser usado tanto por destros como por canhotos. Foi produzido inicialmente para o ZX Spectrum, mas funcionava (com conectores compatíveis) em outros micros contemporâneos como Amstrad CPC, Atari ST e Commodore 64.

Os patches têm largura e altura aproximada de 5 centímetros. Podem ser aplicados em jaquetas, mochilas etc. Não achei o preço tão convidativo: R$ 25,90. O mesmo kit de patches — pelo mesmo preço — está disponível na loja virtual deles (nesse caso o comprador terá que arcar ainda com o custo do frete).

Os quatro patches da cartela (loja virtual da Renner)
Foto ilustrativa (loja virtual da Renner)
12 de setembro de 2017

Vídeo do 8º Encontro do Canal-3 RJ

No último sábado (9) aconteceu o 8º Encontro do Canal-3 do Rio de Janeiro. Para quem não conhece, o Canal-3 é um grupo aberto de colecionadores de consoles e micros clássicos. Anualmente, alguns membros do grupo se reúnem para exibir seus itens (consoles, jogos, acessórios) e para bater muito papo sobre retrogames.

Os encontros começaram em São Paulo e hoje acontecem também em outros estados. Fiz um vídeo mostrando um pouquinho de como foi a edição carioca desse ano, que aconteceu na Tijuca. Clique na imagem abaixo para assistir ao vídeo no YouTube.

6 de setembro de 2017

Dossiê OLD!Gamer NES | Assista ao review do livro no YouTube

O video review da vez é do Dossiê OLD!Gamer NES, o sétimo e último volume da primeira temporada da Coleção Consoles da Editora Europa. A obra tem 304 páginas e conta a história do eterno Nintendinho, que faz sucesso até hoje. Além de curiosidades, o livro traz informações sobre 650 jogos do Nintendo Entertainment System, a plataforma que deu início a franquias como Zelda, Mega Man, Metroid, Final Fantasy e Kirby. Clique na imagem abaixo para assistir ao vídeo no YouTube.

29 de agosto de 2017

Dossiê OLD!Gamer Atari 2600 | Assista ao review do livro no YouTube

A resenha em vídeo da vez é do Dossiê OLD!Gamer Atari 2600, o sexto volume da Coleção Consoles da Editora Europa. A obra de 288 páginas conta a história do Atari 2600, fala sobre curiosidades, personalidades relacionadas à plataforma e traz informações sobre mais de 470 jogos desse que é um dos consoles de maior sucesso da história. Clique na imagem abaixo para assistir ao vídeo no YouTube.

23 de agosto de 2017

Azpiri Spectrum | Assista ao review do livro no YouTube

No último dia 18 de agosto, faleceu o ilustrador espanhol Alfonso Azpiri. Ele foi o responsável pelas capas de muitos dos jogos da chamada era dourada dos games espanhóis de microcomputador (quem teve MSX ou um TK deve se lembrar de jogos de empresas como Opera Soft ou Topo Soft). Fiz uma resenha em vídeo do livro Azpiri Spectrum, uma coletânea de artes desses games. Clique na imagem abaixo para assistir no YouTube.

17 de agosto de 2017

Review em vídeo da primeira edição da revista Espectro

Há cerca de duas semanas recebi meu exemplar da primeira edição da Espectro, revista luso-brasileira sobre o ZX Spectrum. Entre os responsáveis pela nova publicação está o Marcus Garrett, editor da revista Jogos 80 e autor dos livros 1983 e 1984.

A revista traz, entre outras coisas, matéria de capa sobre o ZX Spectrum Next e uma entrevista com Victor Trucco e Henrique Olifiers, duas das mentes brilhantes por trás do Next. Fiz um rápido review em vídeo. Clique na imagem abaixo para assistir no YouTube.

1 de julho de 2017

Garimpo no mercado de pulgas: Joystick QuickShot QS-201; Microsoft Dangerous Creatures etc.

Hoje retornei à feira de antiguidades da Praça XV, no Centro do Rio, e entre outros itens garimpei um Microsoft Dangerous Creatures (1994), um Corel PrintHouse (1995) e um joystick analógico de PC (conector padrão DB15) QuickShot QS-201 com quatro botões.

O QuickShot está em ótimo estado. Higienizei e testei ele. Está com os quatro botões funcionando (mais fotos abaixo). O Dangerous Creatures vai para a minha coleção de CD-ROMs da linha Microsoft Home. Essa linha reunia programas educativos e de entretenimento da Microsoft em disquetes e CD-ROMs, e teve seu auge entre 1993 e 1995.

2 de junho de 2017

Corrigindo automaticamente o aspect ratio no DOSBox

Uma das coisas que levo em consideração para uma emulação mais agradável de jogos antigos é o uso — quando possível — de uma TV de tubo. Não há nada mais bonito que um game clássico no brilho de uma CRT. Isso serve para consoles, micros e arcades.

Parto da filosofia de que games antigos foram feitos para TVs/monitores antigos e games novos foram feitos para TVs/monitores novos. Quando você coloca um no outro e o outro no um, dá até pra jogar, mas perde um pouco do encanto. No caso dos arcade games clássicos, por exemplo, títulos como Double Dragon, R-Type, Robocop, Black Dragon, ESP Ra.De., TMNT, Tiger Road, Fighting Fantasy, Magic Sword, Golden Axe e mais um monte deles ficam absurdamente lindos numa TV CRT.

Mas há outro fator que também levo muito em conta na hora de buscar uma experiência de emulação mais prazerosa: a proporção de tela (ou aspect ratio). Nada de jogo esticado ou encolhido. Se o aspect ratio do jogo é o 4:3 — proporção de tela conhecida como “janela clássica”, que é muito usada na televisão tradicional e em muitos monitores de computador —, vamos buscar reproduzir isso. Se ele foi concebido para 16:9, que assim seja. O que fica feio é rodar um jogo 4:3 esticado no seu monitor widescreen, ou ver um jogo que é “superwide” espremido na tela quase quadrada da sua TV antiga (a não ser que você não tenha outra televisão em mãos. Estamos falando aqui apenas de uma melhor experiência de emulação).

Por exemplo, veja como fica abaixo a tela inicial do jogo Raptor, do DOS, com a proporção de tela correta e incorreta.

Raptor com aspect ratio errado
Raptor com proporção de tela correta

Se você também curte jogos de DOS e costuma usar o emulador DOSBox, é fácil configurá-lo para corrigir automaticamente o aspect ratio. No caso usarei como exemplo a versão do DOSBox para Windows.

Por padrão, o config do DOSBox traz a opção de correção automática de aspect ratio desabilitada. O que vamos fazer é habilitar essa opção. Para isso — e supondo que você já tenha o emulador instalado e saiba manuseá-lo —, basta abrir a pasta do emulador no seu computador e depois abrir o atalho “DOSBox 0.74 Options”. Você pode fazer isso também clicando no menu inicial, rolando a tela até o ícone do DOSBox e abrindo o mesmo atalho.

O atalho irá chamar o Notepad (Bloco de Notas) já com o arquivo de configuração aberto (no caso, dosbox-0.74.conf), que é um arquivo de texto. Já nele, localize a propriedade “aspect” e mude seu valor para “true”. Ou seja, a linha que antes era “aspect=false” passa a ser “aspect=true”.

Depois, salve o arquivo de configuração, feche-o e execute o DOSBox. Veja abaixo algumas telas de antes e depois, e perceba que esse pequeno detalhe contribui para deixar a emulação mais próxima do proposto.

Doom com proporção errada
Tela inicial de Doom com proporção correta
Doom com aspect ratio errado
Doom com aspect ratio correto
Prince of Persia com proporção de tela incorreta
Prince of Persia com proporção de tela correta

Algumas versões do DOSBox para dispositivos móveis, como o aDOSBox do Android, já facilitam esse trabalho trazendo uma opção de menu para habilitar ou desabilitar a correção de aspect ratio, não exigindo abrir um arquivo de configuração. Dúvidas? Sugestões? Deixe um comentário aí embaixo. Sempre que possível, vou procurar abordar essa questão do aspect ratio em tutoriais sobre emulação.

22 de Maio de 2017

Garimpo no mercado de pulgas: Sea Battle da Radio Shack (1993)

No último sábado (20) estive novamente na feira de antiguidades da Praça XV, no Centro do Rio. De vez em quando vou lá garimpar relíquias ligadas a games, consoles e computadores. Dessa vez achei esse carinha aqui, o jogo Sea Battle, da Radio Shack. Ele é de 1993 e é para dois jogadores.

As dimensões aproximadas dele são 25 cm (comprimento) x 16 cm (largura) x 3,5 cm (altura). É mais ou menos do tamanho de um tablet ou um livro. É preciso reparar as telas, mas o restante — botões, sons, LED de power — está funcionando perfeitamente. Apesar de não ver nada, consigo ouvir, por exemplo, o som do tiro. Funciona com duas pilhas do tipo AA. As labels também estão em ótimo estado, nenhuma está solta ou rasgada. O mais legal foi o preço. Consegui resgatá-lo por R$ 5,00 em uma barraca onde predominavam roupas e acessórios femininos.

Nas décadas de 80 e 90 a Radio Shack lançou outros jogos eletrônicos com nomes similares, como o Electronic Sea Battle (no mesmo estilo do Sea Battle, mas com pinos para encaixar e painéis de LED) e o Sonic Sea Battle (minigame com um formato mais vertical, estilo Game Boy). Todos com algum componente eletrônico e todos obviamente com a temática de batalha naval.

21 de outubro de 2015

Blast from the Past, a loja retrô de De Volta para o Futuro II

Enfim, chegamos ao dia 21 de Outubro de 2015! Acompanhando a onda de homenagens à data em que Marty McFly (Michael J. Fox) chega ao futuro na segunda parte da trilogia De Volta para o Futuro, resolvi fazer este post.

Quem é fã da trilogia, deve se lembrar da loja de antiguidades de Hill Valley em que McFly entra em 2015. Foi lá que ele comprou o célebre Almanaque dos Esportes, que trazia o resultado de jogos de diversos esportes ocorridos entre 1950 e 2000 – e que tornou Biff Tannen um magnata. Pois bem, a fictícia loja de antiguidades se chama Blast from the Past (é possível ver esse nome também no recebido de pagamento que acompanha o almanaque no filme) e comercializa principalmente artigos dos anos 60, 70 e 80.

Pausando o filme e dando uma atenciosa olhada na vitrine e no interior da loja, podemos ver itens que certamente são do agrado de quem gosta de videogames e computadores antigos. Abaixo montei uma breve lista – com a ajuda da Futurepedia – de alguns dos artigos da vitrine:

1. Cartucho do clássico jogo BurgerTime para Nintendo;
2. Cartucho do jogo Tubarão (Jaws) para Nintendo (baseado no filme homônimo de Spielberg);
3. Computador Macintosh de 1984;
4. TV de tubo da JVC;
5. Cartucho do jogo R.C. Pro também para o NES.

A loja conta ainda com outros artigos considerados retrôs em 2015, como um projetor Super-8, fitas VHS, uma lâmpada de lava, um aspirador de pó da Black & Decker de 1988, uma câmera analógica da JVC, um vídeo cassete Betamax entre outras relíquias.

Se pararmos para analisar como a loja foi montada, veremos que foi uma grande sacada. Como vimos, muitos dos itens são da década de 80. E De Volta para o Futuro II entrou em cartaz em 1989. Logo, a vitrine da Blast from the Past exibe muitos artigos que realmente estavam em evidência no ano em que o filme estreou. Ou seja, deve ter sido muito divertido montar a vitrine e imaginá-la como obsoleta no futuro.