1 de julho de 2017

Garimpo no mercado de pulgas: Joystick QuickShot QS-201; Microsoft Dangerous Creatures etc.

Hoje retornei à feira de antiguidades da Praça XV, no Centro do Rio, e entre outros itens garimpei um Microsoft Dangerous Creatures (1994), um Corel PrintHouse (1995) e um joystick analógico de PC (conector padrão DB15) QuickShot QS-201 com quatro botões.

O QuickShot está em ótimo estado. Higienizei e testei ele. Está com os quatro botões funcionando (mais fotos abaixo). O Dangerous Creatures vai para a minha coleção de CD-ROMs da linha Microsoft Home. Essa linha reunia programas educativos e de entretenimento da Microsoft em disquetes e CD-ROMs, e teve seu auge entre 1993 e 1995.

2 de junho de 2017

Corrigindo automaticamente o aspect ratio no DOSBox

Uma das coisas que levo em consideração para uma emulação mais agradável de jogos antigos é o uso — quando possível — de uma TV de tubo. Não há nada mais bonito que um game clássico no brilho de uma CRT. Isso serve para consoles, micros e arcades.

Parto da filosofia de que games antigos foram feitos para TVs/monitores antigos e games novos foram feitos para TVs/monitores novos. Quando você coloca um no outro e o outro no um, dá até pra jogar, mas perde um pouco do encanto. No caso dos arcade games clássicos, por exemplo, títulos como Double Dragon, R-Type, Robocop, Black Dragon, ESP Ra.De., TMNT, Tiger Road, Fighting Fantasy, Magic Sword, Golden Axe e mais um monte deles ficam absurdamente lindos numa TV CRT.

Mas há outro fator que também levo muito em conta na hora de buscar uma experiência de emulação mais prazerosa: a proporção de tela (ou aspect ratio). Nada de jogo esticado ou encolhido. Se o aspect ratio do jogo é o 4:3 — proporção de tela conhecida como “janela clássica”, que é muito usada na televisão tradicional e em muitos monitores de computador —, vamos buscar reproduzir isso. Se ele foi concebido para 16:9, que assim seja. O que fica feio é rodar um jogo 4:3 esticado no seu monitor widescreen, ou ver um jogo que é “superwide” espremido na tela quase quadrada da sua TV antiga (a não ser que você não tenha outra televisão em mãos. Estamos falando aqui apenas de uma melhor experiência de emulação).

Por exemplo, veja como fica abaixo a tela inicial do jogo Raptor, do DOS, com a proporção de tela correta e incorreta.

Raptor com aspect ratio errado
Raptor com proporção de tela correta

Se você também curte jogos de DOS e costuma usar o emulador DOSBox, é fácil configurá-lo para corrigir automaticamente o aspect ratio. No caso usarei como exemplo a versão do DOSBox para Windows.

Por padrão, o config do DOSBox traz a opção de correção automática de aspect ratio desabilitada. O que vamos fazer é habilitar essa opção. Para isso — e supondo que você já tenha o emulador instalado e saiba manuseá-lo —, basta abrir a pasta do emulador no seu computador e depois abrir o atalho “DOSBox 0.74 Options”. Você pode fazer isso também clicando no menu inicial, rolando a tela até o ícone do DOSBox e abrindo o mesmo atalho.

O atalho irá chamar o Notepad (Bloco de Notas) já com o arquivo de configuração aberto (no caso, dosbox-0.74.conf), que é um arquivo de texto. Já nele, localize a propriedade “aspect” e mude seu valor para “true”. Ou seja, a linha que antes era “aspect=false” passa a ser “aspect=true”.

Depois, salve o arquivo de configuração, feche-o e execute o DOSBox. Veja abaixo algumas telas de antes e depois, e perceba que esse pequeno detalhe contribui para deixar a emulação mais próxima do proposto.

Doom com proporção errada
Tela inicial de Doom com proporção correta
Doom com aspect ratio errado
Doom com aspect ratio correto
Prince of Persia com proporção de tela incorreta
Prince of Persia com proporção de tela correta

Algumas versões do DOSBox para dispositivos móveis, como o aDOSBox do Android, já facilitam esse trabalho trazendo uma opção de menu para habilitar ou desabilitar a correção de aspect ratio, não exigindo abrir um arquivo de configuração. Dúvidas? Sugestões? Deixe um comentário aí embaixo. Sempre que possível, vou procurar abordar essa questão do aspect ratio em tutoriais sobre emulação.

22 de Maio de 2017

Garimpo no mercado de pulgas: Sea Battle da Radio Shack (1993)

No último sábado (20) estive novamente na feira de antiguidades da Praça XV, no Centro do Rio. De vez em quando vou lá garimpar relíquias ligadas a games, consoles e computadores. Dessa vez achei esse carinha aqui, o jogo Sea Battle, da Radio Shack. Ele é de 1993 e é para dois jogadores.

As dimensões aproximadas dele são 25 cm (comprimento) x 16 cm (largura) x 3,5 cm (altura). É mais ou menos do tamanho de um tablet ou um livro. É preciso reparar as telas, mas o restante — botões, sons, LED de power — está funcionando perfeitamente. Apesar de não ver nada, consigo ouvir, por exemplo, o som do tiro. Funciona com duas pilhas do tipo AA. As labels também estão em ótimo estado, nenhuma está solta ou rasgada. O mais legal foi o preço. Consegui resgatá-lo por R$ 5,00 em uma barraca onde predominavam roupas e acessórios femininos.

Nas décadas de 80 e 90 a Radio Shack lançou outros jogos eletrônicos com nomes similares, como o Electronic Sea Battle (no mesmo estilo do Sea Battle, mas com pinos para encaixar e painéis de LED) e o Sonic Sea Battle (minigame com um formato mais vertical, estilo Game Boy). Todos com algum componente eletrônico e todos obviamente com a temática de batalha naval.

21 de outubro de 2015

Blast from the Past, a loja retrô de De Volta para o Futuro II

Enfim, chegamos ao dia 21 de Outubro de 2015! Acompanhando a onda de homenagens à data em que Marty McFly (Michael J. Fox) chega ao futuro na segunda parte da trilogia De Volta para o Futuro, resolvi fazer este post.

Quem é fã da trilogia, deve se lembrar da loja de antiguidades de Hill Valley em que McFly entra em 2015. Foi lá que ele comprou o célebre Almanaque dos Esportes, que trazia o resultado de jogos de diversos esportes ocorridos entre 1950 e 2000 – e que tornou Biff Tannen um magnata. Pois bem, a fictícia loja de antiguidades se chama Blast from the Past (é possível ver esse nome também no recebido de pagamento que acompanha o almanaque no filme) e comercializa principalmente artigos dos anos 60, 70 e 80.

Pausando o filme e dando uma atenciosa olhada na vitrine e no interior da loja, podemos ver itens que certamente são do agrado de quem gosta de videogames e computadores antigos. Abaixo montei uma breve lista – com a ajuda da Futurepedia – de alguns dos artigos da vitrine:

1. Cartucho do clássico jogo BurgerTime para Nintendo;
2. Cartucho do jogo Tubarão (Jaws) para Nintendo (baseado no filme homônimo de Spielberg);
3. Computador Macintosh de 1984;
4. TV de tubo da JVC;
5. Cartucho do jogo R.C. Pro também para o NES.

A loja conta ainda com outros artigos considerados retrôs em 2015, como um projetor Super-8, fitas VHS, uma lâmpada de lava, um aspirador de pó da Black & Decker de 1988, uma câmera analógica da JVC, um vídeo cassete Betamax entre outras relíquias.

Se pararmos para analisar como a loja foi montada, veremos que foi uma grande sacada. Como vimos, muitos dos itens são da década de 80. E De Volta para o Futuro II entrou em cartaz em 1989. Logo, a vitrine da Blast from the Past exibe muitos artigos que realmente estavam em evidência no ano em que o filme estreou. Ou seja, deve ter sido muito divertido montar a vitrine e imaginá-la como obsoleta no futuro.

15 de outubro de 2015

Quando os micros são os protagonistas

Quem é das antigas deve se lembrar que mesmo antes da popularização dos PCs já era comum a aparição de microcomputadores em filmes. Dá até para perder a conta de películas em que aparece um agente secreto, um oficial do FBI ou uma pessoa comum manuseando um computador. O site Starring the Computer (Estrelando o Computador) coleciona essas cenas de filmes. Como se não bastasse, o site também informa quais modelos de micros aparecem nas cenas (yeah!).

Um PC-XT no filme “Curtindo a vida adoidado” (1986), dois clássicos dos anos 80 😉

Além da busca por filmes, é possível pesquisar também por computadores (um barato, né?). Clicando na opção “Computers”, no menu principal, o site faz a organização inversa, exibindo uma lista de fabricantes de computadores e seus respectivos modelos, tudo organizado por ordem alfabética. A partir daí fica fácil saber se o seu micro clássico preferido já apareceu em algum filme.

Um Amstrad CPC6128 na série britânica Only Fools and Horses (1989)

Com essa ordenação por computadores, podemos descobrir coisas curiosas, como um CP 500 (o clone do TRS-80 que fez muito sucesso no Brasil nos anos 80) da Prológica aparecendo em uma cena de Tropa de Elite, que foi lançado em 2007, mas cuja história se passa em 1997. Vi o filme mais de uma vez e esse CP 500 passou batido por mim (vergonha!). Destaque para a cara de motivação do Mathias.

CP 500 em “Tropa de Elite”

Em suma, o Starring the Computer é desses sites que vale a pena favoritar e guardar como guia de referência.

Novamente o CP 500 em “Tropa de Elite”
25 de agosto de 2015

The SID Station: uma rádio online 24/7 com músicas do C64

“Welcome to The SID Station! Another visitor! Stay a while; stay forever!”

Há pelo menos três anos venho escutando a The SID Station, uma rádio online 24/7, de Londres, que toca somente (ou quase somente) músicas do Commodore 64. Sim, é SID na veia. Para quem gosta do som do SID e de game musics em geral, é um prato cheio.

A rádio oferece quatro formatos de transmissão: QTL, PLS (formato de playlists que ficou popular a partir do Winamp), RAM (Real Media) e ASX (Media Player). Costumo usar o último. É só copiar o link e abrir pelo Windows Media Player (no caso de quem utiliza Windows). Sem firulas, sem a necessidade de plugins estranhos.

Sempre que a transmissão da rádio se inicia, uma vinheta curta e pegajosa (ela fica na cabeça de quem ouve!) é executada antes das músicas começarem a rolar: primeiro o ouvinte escuta um “Welcome to The SID Station!” e, logo em seguida, uma voz sintetizada tirada do jogo Impossible Mission diz “Another visitor! Stay a while; stay forever!!”. Foi o que aconteceu comigo. Ouvi uma vez e curti muito.

É uma ótima pedida, inclusive, na falta de um MP3 player, para quem tem 3G ilimitado ou para se ouvir em hotéis, aeroportos ou outros lugares que ofereçam Wi-Fi de graça. A rádio toca muita coisa bacana, inclusive de nomes como Ben Daglish (Death Wish III, Terramex, The Last Ninja), David Whittaker (Lazy jones) e Rob Hubbard (Monty on the Run, Saboteur II).

Por fim, a SID Station também faz live shows, e o próximo será no dia 29 de agosto de 2015, como mostra esse post no Facebook.